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Vila do Raso

Alguns momentos da folia carnavalesca em Araci

Na sequência das fotos, vemos um grupo de jovens curtindo as antigas micaretas, fantasiados com “Mortalha” no bloco Dengo do Raso no ano de 1981, na praça da Conceição, que era ponto de encontro da juventude araciense. Em outra imagem, o Trio Oriente, da cidade de Maragogipe, um dos primeiros a animar os foliões na cidade, à frente, em destaque, o araciense e ex-vereador Manuel Mota.

Voltando ainda mais no tempo, os irmãos Maria da Conceição (Baíca), Fábio Carvalho e Maria de Lourdes aparecem preparados para o carnaval nos anos 1950.
Por fim, uma nota publicada no Jornal A Tarde, em 28 de março de 1959, registrando a realização da primeira micareta de Araci.

Quem indentificar as outras pessoas que aparecem nas fotografias, favor colocar os nomes nos comentários.

Sobre o uso da fantasia Mortalha surgiu no final da década de 1960 e rapidamente se popularizou por ser uma fantasia prática, barata e irreverente. Diferentemente das fantasias de inspiração europeia — como pierrôs e colombinas — que eram luxuosas e elaboradas, a mortalha representava uma liberdade mais crua, espontânea e até provocadora.

Em seus primeiros anos, a mortalha incluía também um capuz. No entanto, com o endurecimento do regime militar, o uso de máscaras foi proibido pelo governo, o que levou à adaptação da indumentária.

Com o passar do tempo, as mortalhas deixaram para trás as cruzes e as cores sóbrias, como preto e marrom, e passaram a incorporar tons vibrantes e psicodélicos. Além disso, ganharam frases e inscrições que refletiam os valores e anseios da juventude da época — uma geração marcada por uma rebeldia latente, reprimida por quase uma década de regime militar.

FONTES: Acervo do Centro Cultural de Araci
Acervo da professora Ana Nery, pesquisado no jornal A Tarde
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